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Di(ar)io de um louco

Viagens aos tormentos, às depressões, aos vazios, e ao drama! Ao amor, e à morte!

Di(ar)io de um louco

Viagens aos tormentos, às depressões, aos vazios, e ao drama! Ao amor, e à morte!

Amargura do amor

No último pesadelo, acordei diante de um vasto e vazio negro! Agonizou-me a alma, o Espírito e o desejo. A carne! Estavas ali à minha frente e nada pude fazer. Debrucei-me da amarra que não me permitia ser livre. Que não me permitia socorrer-te e ter-te! Assim como o Sarah clama pelas águas benditas do Nilo, o meu coração clama pela intercepção dos teus abraços, do teu olhar que alegrava as profundezas dos homens amarrados a si mesmo. Bela, depois de tanto tempo, só espero que não me tenhas esquecido e arrumada do baú de antiguidades! Nós, não somos hoje! Fomos fundados desde Cristo! Antes da dor e da alegria, já Deus nos tinha propositado à felicidade e à tristeza! Mas eu... socorram-me todos os santos e anjos. Eu não suporto este fardo. Tão pesado, que me amarga a consciência, o sorriso, e a vida! Sabes Bela, depois de acordar tudo continua negro, agonizante e frio. Um frio que me arrepia os sonhos, e faz com que eu caia. Sem forças!