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Di(ar)io de um louco

Viagens aos tormentos, às depressões, aos vazios, e ao drama! Ao amor, e à morte!

Di(ar)io de um louco

Viagens aos tormentos, às depressões, aos vazios, e ao drama! Ao amor, e à morte!

Os ciganos, o Estado, o século XX, a política social oportunista.

Os ciganos, espalharam-se pelo Mundo a partir do século IX/X. São um povo descendente da Punjab (Índia), fronteira com o Paquistão. Fugiram para a Europa, das grandes invasões islâmicas à Índia, no século IX. O Povo cigano, sempre teve um idioma próprio, tradições próprias (um pouco islâmicas), e uma cultura milenar. Por "obrigação" do Estado Português e da sociedade na Alta Idade Média, o povo cigano sempre foi descriminado, perseguido, e oprimido. Acima de tudo, o Estado tentou eliminar toda a cultura cigana. Era proibido "falar-se" cigano no Reino, ou a morte seria o seu fim. O objectivo da Coroa, era exterminar oa ciganos. Nos séculos decorridos, na Era dos Descobrimentos, os ciganos eram enviados por navios enormes (Galeões), para as antigas colónias portuguesas, sob tortura e para povoarem as terras da Coroa. As crianças, eram separadas da familia. O homem da mulher, a avó dos netos, etc. Às mulheres, eram feitas técnicas para as deixarem estéreis para que não tivesse mais filhos. Tudo para tentarem eliminar os poucos ciganos que havia no reino. Como sabemos, os ciganos sempre foram conservadores, e sempre tiveram por hábito ter muitos filhos. Era quase uma tradição! Agora vamos ao século XX, a política social dos Bairros Sociais. Vim falar dos Bairros Sociais, e das (muitas) falhas políticas e oportunistas. Oportunistas no sentido de "agarrarem" numa minoria, e fazerem uma política social muito suja para ganharem uns votos e passarem por "bons" políticos. Que erro! Os sucessivos governos, depois de setenta, foram péssimos. Pricipalmente na (péssima) integração da Comunidade Cigana na sociedade portuguesa e nos Bairros Sociais. De sociais, nunca tiveram nada. Não trouxeram benefícios, a não ser quatro paredes e um tecto. Isso fez com que os moradores destes Guetos nunca se integrassem completamente! Repito, foi uma política muito oportunista e populista! Perante os ciganos, uns analfabetos, foi! A partir do século XX, foram integrados nestes Guetos centenas de familias ciganas. Integrar estas famílias num Bairro Social, foi um desastre, um erro social enorme! Ainda hoje pagámos por isso. Os ciganos precisavam de se integrar na sociedade, e não ser excluídos "fora" da sociedade e das zonas urbanas. Montaram os ciganos nuns Blocos do Estado, como quem deita um cão à Selva. Esta política social, destinguiu-se em enormes falhas. Enviá-los para estes Guetos, foi auto-excluílos do seio da sociedade. Foi dizer-lhes para ali ficarem e pronto! Não foram criadas soluções socias para os moradores destes verdadeiros guetos pelo Estado, pelo Governo! Não criaram soluções a longo prazo para a integração dos ciganos na sociedade, na educação, no trabalho! Agora, pagamos caro por isso, até que há pouco tempo começaram a ser discutidas indirectamente políticas sociais e de reintegração para a etnia cigana. Por exemplo, agora 50/90% dos ciganos estudam. Também existem ciganos no Ensino superior prestes a terminar licenciaturas, e a inserirem-se no Mercado de Trabalho. Não houve, ninguém discutiu os problemas que poderia dar um Bairro Social, uma comunidade fechada da sociedade, no século XX. O Estado pensou para si, como "mais um voto"! Para a sociedade, quem mora num Gueto é preto, marginal, cigano, ladrão, traficante, ou então não se quer integrar. Este é o ainda pensamento da sociedade. O Estado, nunca pensou a longo prazo. Aliás, os próprios Bairros Sociais foram concedidos para rusgas ligadas ao tráfico de droga. Todas as pessoas que o Estado lá inseriu, foram pessoas que não tinham poder político e judiciário para dizer "chega"! Os Bairros Sociais foram tão mal pensados e projectados, que sempre que alguém diz ser preveniente de lá, é olhado com desconfiança e medo. Hoje ainda acontece isso. O Estado foi oportunista!

Eu, tu, e a depressão.

Ontem, como em tantas outras noites, pensei em ti... A noite estava bela, as estrelas brilhavam, e nós continuávamos "separados". Os astros mostraram-me o caminho da magia, da felicidade. Eu... eu só tento compreender o Mundo, a minha mente, e tu. Às vezes, dou por ti tão serena, tão alegre... pobres os que não te conhecem. Eu! Eu que dou por ti a chorar tantas vezes. Triste, sem vontade de viver. Vejo em ti um mar revoltado, um Universo incompreensível. Um dia destes, sonhei contigo. Contaste-me a dor da tua depressão! Revoltei-me, rasguei o orgulho que há em mim, e gritei! Gritei ao meu mundo, ao Universo, à Natureza. Refugiei-me neles e contei-lhes também a depressão que me tem abatido, que me tem tirado a vontade de sonhar. E acordei... acordei e beijei-te a face. O teu sono era tão profundo e tão triste. Vi em ti tantas mágoas que te têm levado às injúrias da vida, do destino, do amor! Enquanto te acariciava e mexia no cabelo, dei por mim em lágrimas. Também sou arrastado pelas injustiças da vida e pelo fardo que novamente carrego! Afinal, somos dois depressivos que se completam, e sorriem para não chorarem. A depressão prende-te para que não possas amar. Não sei se o pretendes, mas em ti, vi muita amargura. Tudo por descobrires o fascínio de quem te quer amar! Deixa a depressão que te arrasta, e sê feliz comigo! Eu sei, que à noite a depressão volta sempre. Não foi ainda só uma noite que te ouvi chorar em prantos, pela dor que te arrasta aos confins da escuridão e da infelicidade. O teu oceano, é uma caixa secreta que só tu e Deus entendem. Esquece tudo, foge comigo. Eu juro que voltei a acreditar no amor, na felicidade, na vontade de abraçar, e acima de tudo, de poder construir o meu destino contigo. Maldita depressão que me arrasta noite após noite e não me deixa decifrar o prazer e a algria que sinto quando estás comigo.