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Di(ar)io de um louco

Viagens aos tormentos, às depressões, aos vazios, e ao drama! Ao amor, e à morte!

Di(ar)io de um louco

Viagens aos tormentos, às depressões, aos vazios, e ao drama! Ao amor, e à morte!

Nós ciganos

Porque somos um número saudável para que a Democracia tenho sentido, e para que não morra. Num dos meus livros, acrescenta-se isto: Somos poucos, mas somos um número relativamente enorme para a Democracia.

Nação manchada

Nação... que pobre estais! A vossa beleza são agora retalhos, de um passado que esbanjou e invejou a própria Veneza. Lágrimas de Portugal, vós que visteis suor e dor, onda andais? Confessai-vos a estas gentes, indignas de serem servidas. Têm-vos explorado o coração, oh nobre povo! Oh povo valente, que de vós resta a fama e a injúria. Nação, estais manchada de corrupção. Que Deus tenha compaixão desta pátria! Os homens não tiveram... um "irra" aos cobardes e às armas que destruíram a beleza com mãos dadas ao mediterrâneo. Têm-vos explorado como ratos na boca de felinos. Apraz-me dizer que não há solução. Os homens de armas voltam a ser cobardes, e os homens que gracejam naquele "Teatro" de regalias não são homens para comandar a Pátria. Os nossos filhos, choram "pelo pão de cada dia". Servimos como se nos chicoteassem e nos obrigassem a beijar aquela libra, manchada de sangue português. As províncias têm clamado pela grande injúria causada aos homens de barba. Salvai-vos oh pátria! Tirai-me deste sofrimento, que aflege este povo. Não deixais que vos ceguem, e que vendam o que é vosso, em troca de regalias lá no altar!

Loucura celada

- Ah ah ah! Vivo refugiado como um louco! Águas que correm pela minha vida. Vocês! Vocês, são as turbulências do meu destino. - Tu, ser imundo, louco, como te atreves a maltratar-me? Eu! Eu, que cheguei antes de vocês, ó Humanidade maldita! Eu, que sou criação do próprio Deus! Como é bela a sua face... Vós, que ajuntais o amor com a religião, e o Diabo com a cegueira! Ai de vocês! Vocês, que não têm mural para dizer mal de mim. Eu, que sou fonte de água viva. - Não, não, não! Água, natureza, perdoai a destreza que me leva ao abismo. Não me encontro em mim. Do tribunal às celas, tem-se consolado a minha mente. Deus tem permitido, que ela navegue fora de mim. - E os anseios, os arrepios que tens sentido? Noite após noite, têm-te visitado. Nas veredas da tua alma, pela morte dos que partiram, não temas! A morte, chegará rápido... é o destino de todos! - Aaaaaaah! Bela! Bela, vou ter contigo em breve. Tu que preenchias o grande vago e vazio da minha alma... Bela, vou ver-te.