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Di(ar)io de um louco

Viagens aos tormentos, às depressões, aos vazios, e ao drama! Ao amor, e à morte!

Di(ar)io de um louco

Viagens aos tormentos, às depressões, aos vazios, e ao drama! Ao amor, e à morte!

Saudade e desgraça...

É todos os dias! Dia após dia, tenho clamado às lembranças do teus abraços, do teu sorriso, e da tua saudade. À noite, enquanto dormias, levantava-me para agradecer ao próprio Cristo o despojo que me enviou! Mas para quê? Não sei o que sinto hoje, Bela! Sinto a desconfiança, o ódio, a saudade, o amor, e a minha alma fria. Fria e corrompida! Fria como o iceberg que afundou o grande Titanic. O "Senhor" dos mares, do século XX. O frio da minha alma, também ne fez afundar na depressão e no choro. Ah! O pouco que tinha para dar, está destroçado e corrompido. Corrompido como o povo judeu nos 40 anos que andou desertado, à procura da Terra Prometida. Como o Rei que ama o seu povo, mesmo depois de ser expulso. Como Deus, quando a sua criação se assume ateísta. Estou doente. Eu disse-te que ía ser o meu fim. Sim, o meu fim! Anseio as provas do Criador. Estou fraco, derrotado. Em mim, jaz a maior tristeza da vida. O amor... No meio de tanta desarrumação, verás um papel. Um recado de um apaixonado, que diz o seguinte: "O teu sorriso, que era a minha alegria. A tua presença, a tua voz, o teu olhar que me fazia sentir a pessoa mais feliz do Mundo, sumiu de mim. Sinto falta dos teus abraços, dos teus beijos, do teu respirar em mim. Sinto falta do que és e do que não foste. Amo-te. PS: O hospital, não foi a cura, será a morte." Bela, assumo a responsabilidade da minha demência. Não, não sei o que isso é. Espero que Deus me diga! Bela... as lágrimas tomam de assalto a minha mente e a minha desgraçada alma... pobre de mim... Acudam-me!

Fardo pesado

- Socorro! Socorro! Anseio a morte como um eterno repouso ao sofrimento da minha carne! Escorrem-me pelo espirito lágrimas da ganância, da morte, da vida e da espada! Bela, não és digna de mim! Senhores, lançai-me à eterna fugueira! Arrepia-me alma, vejo a própria besta perante mim. Não! Não! Não! Ajoelha-se a mim. Pede-me favores, não quero ouvir mais! - Quero a tua vida. Cresce em mim a ânsia da tua carne, da tua alma. Vejo-te no meio dos meus... o sofrimento é tanto que me conduz à agonia... - Não... a minha vida não! Não sabes a minha história. Toda ela é agonizante. Em mim vive um monstro refugiado... não! Bela, olha esse ser tão mau a sorrir-te! - Quem?! Seu demente! Olha para mim! Eu, sou tudo, menos o anjo da morte... ah ah ah! - Aaaaaaaah, a agonia toma conta da minha vida! Socorram-me!

Estou louco! Ajudem-me!

"Estou louco! Não me revejo! Elevo as mãos às profundezas da minha alma e grito! Choro! Eu desisto! Juro! Desisto, porque o dia foi como os outros, sem ti! Bela! Eu olho para a rua! Bela, olha! Bela, uns dementes sorriem-me. Mangam comigo! Eu sou diferente, sempre tive essa ideia! Senhores! A vossa intercepção por mim, é crucial. Não, não, não! Ajoelhar-me não! Vós, oh mundo insano, pecador, perdido... não! Larga-me, não quero estar mais na tua presença! Ah ah ah! E lá vem! Sorri cabrão! Estou fechado, mas não estou morto! O meu espirito clama aos mares e aos monstros do universo! Tenho um truque na manga... Não! Não, não! Por favor! Para de me arrastar pela amargura que me tens imposto! A nossa filha, tem chorado lagrimas de sangue. Tem transtornado os mares. Eles, lamentam-se... Idade Média, estás aí?! Devo tratar-te como? Acima de tudo, ensinaram-me que és crua, religiosa... argrrrr. As conversas com a minha depressão, fazem-me arrepiar! - Demente! Louco!